Polícia mantém Igreja indonésia como lugar de adoração após o ataque

     

INDONÉSIA (48º) - Na sequência de ataques contra líderes em 12 de setembro, uma congregação da Java Ocidental, enfrentou agentes de segurança que os impediu de chegarem ao local de culto no domingo (19 de setembro). As autoridades tentavam persuadi-los a se reunirem em outro local.

Centenas de oficiais de segurança isolaram a rua da congregação em Ciketing, perto de Bekasi, uma semana depois de militantes islâmicos esfaquearem o ancião Hasian Sihombing e baterem no pastor Luspida Simanjuntak da Igreja Protestante Batak Huria (Huria Kristen Batak Protestan ou HKBP). EmTimur Pondok, local onde a igreja se reunia aos domingos, a três quilômetros de Ciketing, um funcionário policial anunciou pelo auto-falante da viatura que o governo Bekasi pediu que eles se reunissem no antigo escritório de uma organização da comunidade.

Quando a Compass chegou à área de Timur Pondok, havia 1.500 policiais regulares e policiais de segurança da ordem pública de prontidão, formando fileiras à 500 metros, em frente a mesquita Hulda Nurul.

No alto-falante foi lido um decreto do prefeito de Bekasi, H. Mochtar Muhammad, afirmando que os problemas de segurança locais foram causados pelo culto da HKBP em Ciketing - onde os islamitas fizeram protestos, apesar do decreto do prefeito de que a congregação teria o direito de culto lá - e que, para se proteger contra novos incidentes, a igreja não deveria mais manter os serviços ali.

"De agora em diante, a HKBP realizará seus serviços de culto no escritório da Organização e Construção dos Partidos Políticos (OPP) [no auditório ao redor de vários prédios ocupados por diferentes partidos políticos] na Charil Anwar Street, em Bekasi City", disse ele.

O novo decreto ditado pelo prefeito sobre onde a igreja deveria se reunir foi resultado de uma reunião em 15 de setembro entre o governador de Java Ocidental, o comandante da zona militar de Jacarta, a polícia local, o secretário-geral e diretor-geral do Ministério do Interior, e do Departamento de Religião.

No anúncio a congregação um funcionário dizia: "Convidamos os membros da HKBP para subir a bordo nos sete ônibus que preparamos para levá-los ao escritório no prédio da OPP". O prédio usado pela congregação tinha sido selado em junho.

 A HKBP ignorou o convite de Jufri Muhammad, chefe do departamento municipal de Bekasi.

Em Ciketing no domingo o argumento para mudarem de local durou mais de 30 minutos, e a congregação não deu veredito. Foram concedidos 10 minutos para orarem em seu antigo prédio, em Timur Pondok, e o tempo adicional para a discussão da congregação foi conduzido pelo secretário-geral nacional do HKBP, o reverendo Ramlan Hutahayan, sobre a aceitação de mudança de local.

Na coletiva de imprensa do dia seguinte, Hutahayan disse: "Esperamos que todo cidadão tenha o direito de construir locais de culto para louvar e glorificar a Deus em conjunto", afirmando que a liberdade de religiosa é fundamental.

Os funcionários de Bekasi ofereceram o edifício antigo da OPP como um local temporário para o culto, além de duas localizações alternativas em terra zoneada para fins gerais e/ou sociais: uma propriedade da Timah PT e outra pertencente à Fundação Strada. Até agora, a congregação não aprovou nenhuma dessas alternativas, porque estão longe de suas casas.

Na coletiva de imprensa com outros líderes cristãos, o líder do Jakarta Christian Communication General Forum (Fórum Cristão Geral da Comunicação Jacarta), Teophilus Bela, repetiu uma declaração do chefe da polícia provincial de Jacarta, a respeito do ataque de12 de setembro aos líderes da igreja, como sendo "um ato puramente criminoso" e precipitado.

"Depois de prisões e investigações ficou claro que este não é um puro ato criminoso, mas um cenário organizado com a Islamic  defenders front (Frente de defensores islâmica) como comando de campo", disse Bela.

Ele e outros líderes cristãos criticaram membros do governo de fecharem igrejas e revogarem a autorização de construção de locais já aprovados.

“Eles [governo] foram passivos diante da anarquia e atos terroristas feitos em nome da religião por parte de grupos como a Islamic Defenders Front (Frente Islâmica de Defensores), o fórum Betawi-Rempug, o fórum de congregação islâmico, o congress of the Indonesian muslim community (congresso muçulmanos das comunidades indonésias) e assim por diante ", disse ele.

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6542